Saint-Geniès-de-Malgoirès, uma aldeia na planície, conseguiu expandir-se apesar da ameaça de inundações do rio Esquielle, que a atravessa. Desde 2009, a aldeia está efetivamente protegida por uma grande barragem de controlo de cheias.
História e património
Os habitantes de Saint-Geniès-de-Malgoirès são conhecidos como Médiogozins, derivado de "Medio goto" (meio dos Godos). Este nome refere-se à pequena planície do Gardonnenque, rodeada pelo Rouvegade a sul, pelo Auriol a norte, pelo Gardon a leste e pelas colinas a oeste.
Os vestígios neolíticos existentes nos montes a noroeste da aldeia comprovam a antiguidade do povoamento. No final da Idade do Ferro, a população desceu os montes para se instalar em redor das nascentes, formando a aldeia originalmente denominada Tezano.
A agricultura foi sempre a principal atividade de Saint-Geniès-de-Malgoirès, evoluindo ao longo dos séculos desde a produção de cereais, gado e culturas alimentares, até às amoreiras para bichos-da-seda, oliveiras e vinhas. O artesanato, nomeadamente os tecidos de lã, também contribuiu para a prosperidade da aldeia.
Limitada pela estrada de Régordane e atravessada pela rota do sal, Saint-Geniès é uma cidade mercantil. Maioritariamente protestante a partir do século XVI, sofreu as consequências das políticas religiosas reais e dos confrontos durante a guerra de Camisard.
Património
O património de Saint-Geniès-de-Malgoirès testemunha o seu rico passado. Uma casa do século XVI, outrora propriedade da família católica Maigron, apresenta elementos arquitectónicos que remontam a 1561. A Porte Cavalier, ligada às fortificações pós-Michelade, marca um ponto de viragem na história da aldeia com a destruição das muralhas no século XVII. O culto protestante, praticado no seio da igreja católica no início do século XIX, levou à construção de um templo em 1835.
A antiga câmara municipal, que se tornou um hospital militar em 1915, e a escola primária, inaugurada em 1881, são elementos-chave da aldeia. Uma estela funerária romana, descoberta em 1862, recorda o património antigo da aldeia. A aldeia medieval organiza-se em torno da igreja românica, com arcos e gárgulas visíveis na rue des Arceaux, no limite do antigo recinto medieval.
O passado protestante da aldeia é também marcado pela construção e destruição de um templo após a revogação do Édito de Nantes em 1685. A Maison Guizot, que pertenceu a uma família protestante, e a Place de la Tournelle, centro comercial no século XX, completam este património. Por fim, elementos como a Pont Vieux (Ponte Velha), remodelada no século XIX, e as lendas locais em torno do moinho testemunham a vida quotidiana ao longo dos séculos.
O garrigue circundante é pontuado por numerosas capitelas, algumas restauradas e outras em fase de recuperação. A aldeia possui igualmente vários moinhos de vento e de água, que estão também a ser restaurados.
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